durante o tempo q passei inconsciente fui bombardeado por sonhos muito estranhos pareciam repetições e outros pareciam lembranças, tantas coisas se mostraram naqueles sonhos q eu não sabia mais o que era realidade ou fantasia, eu fazia força pra acordar imaginando q ao acordar estaria no meu quarto na minha cama junto com minha esposa repetia pra mim mesmo é tudo um sonho,é tudo um sonho, de repente comecei a contemplar um castelo lindo enorme e entre o castelo e eu havia uma ponte toda feita de pedra me arrisquei a olhar pra baixo porém não consegui ver nada além de névoa e escuridão o castelo possuía sete torres no muro até onde minha vista podia alcançar todas elas com guaritas e guardas fortemente armados, no final da ponte um terraço grande onde deveria caber aproximadamente umas 1000 pessoas, nos portões enormes feitos de madeira e ferro havia gravuras enormes q contavam uma história mas eu não conseguia entender nada mas uma coisa eu vi e entendi muito bem aquela figura majestosa, a águia feita de ouro bem no meio do portão como que guardando a entrada aquela águia ,imponente me era bem familiar sim era a mesma águia do escudo agora me recordava da velha Ellen e do velho Elinái então tive uma visão tudo meio embaçado mas conseguia ver tudo o que se passava, os portões se abriram.
Abertura por onde passara uma unica mulher correndo desesperada e em seu colo um embrulho de panos e ela veio correndo em minha direção parecia não me ver correndo e olhando pra traz passou por mim e percebi que no embrulho havia um bebe e quando ela passou por mim reconheci a mulher era Ellen bem mais nova mas era ela eu gritava mas ela parecia não me escutar então entrando na floresta sumiu à vista mas outra coisa chamara minha atenção agora os portões se abriram e eis que um pequeno exercito saia correndo de dentro do castelo gritando peguem-na não a deixem escapar e tragam o menino vivo ou morto vão rápido eu então gritava com eles dizendo deixem-na em paz mas eles também não me ouviam e eis que vi uma figura pavorosa sentada num cavalo preto de armadura reluzente,tinha a cabeça coberta por um capuz vermelho e sua armadura prateada polida refletia a luz da lua num brilho magnífico no seu rosto uma tatuagem como uma serpente, esse cavaleiro era quem dava as ordens e olhava em meus olhos como se conseguisse me ver e virando-se adentrou os portões do castelo e o portão se fechou.
_Garoto ,garoto ....
e então despertei de meu sono com Elinái me chamando
acordei atordoado e confuso
_onde estou? o que aconteceu?
_calma rapaz você esta seguro agora
_o que aconteceu (perguntei)
_ora você não queria respostas?
_você teve suas lembranças revividas
então Ellen interrompeu e disse
_nem todas mas por hora são suficientes no decorrer do dia revelar-se-ão mais coisas agora venha tomar o café da manhã
_ café? por quanto tempo eu dormi
Ellem respondeu _três dias meu rapaz
_três dias ? nossa pareceram apenas horas pra mim
A medida q o tempo passava melhor eu me sentia meus olhos pareciam ver o dobro de distancia q via antes sentia meus braços e pernas cada vez mais fortes parecia q eu estava livre de todo não sentia mais cansaço nem dores e como dormi três dias acho q a insônia foi embora. Resolvi tomar café, quando peguei a xícara de café lembrei do chá então perguntei
_Ellen o que você colocou naquele chá?
_bem meu filho eu prometi q iria tirar suas dúvidas foi o q eu fiz te mostrei o q aconteceu
_como assim ?
_o sonho que você teve (respondeu ela) foi só o começo ao longo do dia você vai lembrar de mais coisas agora coma você n come nada ha três dias
eu me sente meio confuso assustado e muito curioso louco pra saber o que acontecera apesar de pensar que todo mundo ali estava doido contudo contive todos os meus pensamentos dentro de mim e resolvi esperar pra ver
Tomei café, na mesa todo tipo de pães queijos geleias e frutas muitas frutas a maioria eu não conhecia mas, estavam deliciosas, devo confessar que nunca comi tanto na minha vida,sem falar que Ellen a todo tempo me advertindo__ calma vai devagar com isso a comida não vai fugir. Era tudo muito novo pra mim mas os sabores as frutas tinham um gosto familiar finalmente parei de comer e Ellen me convidou pra ir até a varanda então fui ela ainda segurava uma tigela cheia de café ela ia a minha frente quando de repente um tropicão e a velhinha foi desabando então num reflexo rápido e preciso segurei a velhinha no colo e com uma das mãos peguei a tigela com café fiquei pasmo ao perceber o que fiz
_nossa estou vendo q você está recuperando a agilidade de antes logo logo vc vai estar em plena forma
E chegando na varanda ela perguntou
_o que você vê?
_A praça,( respondi )
_E o que mais? perguntou Ellen
_as pessoas indo e vindo disse eu
_preste atenção nas pessoas disse ela
Então comecei a fitar as pessoas naquela praça e percebi q não eram pessoas comuns, algumas mulheres iam e vinham sem tocar o chão sem sombra sem levantar a poeira algumas crianças que corriam tinham aparência de bodes da cintura pra baixo as outras eram normais mas pareciam se mover como o vento
_Ellen o que é isso? as pessoas não são pessoas parecem que saíram de livros ou filmes isso não pode ser real
_existem muito mais semelhanças entre o real e o irreal do que você pensa ou conhece o que é a realidade? ou o que é utopia? entre essas duas palavras a unica diferença são as letras (respondeu Ellen)
_você seria capaz de se locomover como o vento? (perguntou Ellen)
_não isso é impossível (respondi)
_mesmo, e seus reflexos sempre foram assim ágeis?
e seus braços sempre foram fortes assim? e seus olhos sempre tiveram tamanha precisão?
_muitas coisas estranhas não acha?
bem nessa hora fomos interrompidos pelo velho Elinai ele trazia duas espadas nas mãos me deu uma e ficou com a outra e com um sorriso disse
_vamos ver se você ainda sabe brincar
e foi pro meio da praça e me chamou Ellen disse:_ acho que não é uma boa ideia Elinai não quero forçar de mais
_mas quem falou em forçar eu disse brincar
então Elinai voltou e me pegou pela mão e me levou para o meio da praça logo as pessoas começaram a se aglomerar na rua
_em guarda (disse Elinai)
_hã, mas eu nunca peguei numa espada na vida com você ....
fui interrompido por um golpe da espada de Elinai o qual não me atingiu mas passou perto
_essa sua ideia de brincadeira não faz muito meu gênero
Elinai percebeu o medo no tom da minha voz e logo disse: _ tudo bem pode voltar pra calçada vou treinar mais um pouco sozinho
quando virei as costas ele desferiu um golpe mortal em direção ao meu pescoço não entendi como mas ao perceber o golpe me esquivei e de um único golpe desarmei o velho e parei com minha espada na garganta de Elinai meu sangue fervia meus olhos fixos no alvo meus ouvidos podiam sentir os batimentos daquele velho coração
_eu não disse que ele estava pronto Ellen? ha ha
minha mente meus sentidos minha respiração tudo mudara, já não era mais o mesmo
e como prometeu Ellen avalanches de lembranças me vinham à cabeça
_Ellen esta na hora da historia me conte agora o que realmente aconteceu comigo e dessa vez sem chá
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