quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A PRIMEIRA VEZ

Tudo começou numa noite de quinta-feira estava eu, como sempre preso em minha rotina, acabara de chegar do trabalho como sempre exausto,também! experimentem passar oito hrs "batendo chave" como mecânico diesel numa empresa que só vive lotada de serviço,é, não é fácil!
Mas como eu ia dizendo acabara de chegar do trabalho dei um beijo na minha esposa brinquei um pouco com meu filho,que ontem completara 10 mêses de idade, até ele abrir a boca e coçar os olho dando sinal que era hora de dormir, e já passava das 21:00, então peguei meu filho no colo e fiquei cantarolando uma cantiga que falava basicamente o nome dele "LEVÍ" até que ele se perdeu em meus braços num sono profundo e tranquilo puz ele no berço e com um beijo disse bons sonhos e fui ficar um pouco com minha esposa conversamos um pouco, namoramos um pouco até o sono domina-la e finalmente adormecer e eu que sofro de insônia à mais ou menos 7 anos ,como de costume fiquei acordado velando o sono deles nada que seja tão ruim, pelo menos consigo assistir o programa do Jô Soares "onze e meia" que só começa 1:00 da manhã, eu adoro as gargalhadas do Bira dentre outras coisas é claro.
Costumo assistir tv no quarto deitado na minha cama, abro um pouco as cortinas e o vitrô da janela pra entrar um poco de ar, é legal ver as luses dos carros refletidas na parede do quarto numa misselânia  de cores e formatos as vezes  formando desenhos intressantes como de uma "caçada ao antilope" e outras coisas ,eu acho que é só qeu consigo "imaginar" esse tipo de coisa na parede do meu quarto rsrsrs, todos os dias a mesma coisa ,até que alguma coisa diferente aconteceu naquela quinta-feira eu estava assistindo o Jô ele estava entrevistando um grupo de teatro cômico que estava em ascenção eles são demais, eu estava achando aquela entrevista o maximo mas as cores do reflexo das luzes dos carros no vitrô começaram a me incomodar tirando minha atenção do programa ,o que estava refletindo na parede no começo era meio opaco e sem definição o que me levou a concentrar todos os meus sentidos a aquela visão que já não era como lampejos de reflexo de luz de carros em movimento mas como um filme como aqueles de cinema bem antigo já deteriorado pelo tempo.
_Estranho_pensei eu mas a curiosidade era maior do que meu espanto e concentrei todos os meus esforços em focalizar as imagens, que agora começavam a fazer algum "sentido", comecei a ver uma planicie enorme com grama verde espalhada por todo lado arvores magestosas ,um lugar onde Chico Mendes se sentiria completamente realizado, as flores amarelas misturadas com as brancas e azuis davam um ar de leveza ao lugar e como se o filme se desenrrolace pude ver ao longe um decalque parecendo ser uma casa ou um chalé então a imagem foi ficando cada vez mais perto e pude ver com clareza que se tratava de uma cabana simplis e humilde feita de barro,capim e taipas coberta com palhas de buritizeiro,porta de madeira nativa cortada e pregada uma a outra, um pequeno jardin não tão bem cuidadao circundava a cabana e do lado esquerdo da porta estava uma senhora à janela, com um rosto sofrido e enrrugado,olhos baixos e cansados corpo esquelético, os cabelos grisalhos e lisos descian por seus ombros descaidos e encurvados como que se estivera esperando alguem a muito tempo e com os braços crusados apoiados na janela levantou a cabeça olhando em minha direção seus olhos azuis claros, como o ceu num dia ensolarado, fitando os meus, pude perceber um leve sorriso em seu rosto enquanto fransia a testa encolhendo os olhos afim de enxergar melhor e como se me reconhecesse apontou em minha direção e com a mão fez sinal afim de que eu fosse a seu encontro nesse momento fiquei completamente atorduado e apavorado me dando conta daquela insanidade fechei as cortinas e o vitrô na esperança de que aquilo desaparace mas o que aconteceu foi que a velha senhora ao ver minha reação encolheu de novo o braço e como se o filme tivesse acabado as imagens foram sumindo, eu fiquei completamente confuso ao ver que o  Jô ainda estava na mesma entrevista com o mesmo grupo de teatro,como poderia ser a mesma entrevista eu fiquei olhando aquela visão por cerca de 40 min, sem ter uma explicação plausível não contei nada daquilo a ninguem até hoje, mesmo após minha esposa que acordara quando fechei as cortinas e o vitrô, me cobrir de perguntas como o que aconteceu, porque eu estava tão pálido e gelado, porque esses olhos esbugalhados e coisas do genero_ não foi nada_disse eu pois não podia contar o que vira era simplismente "loucura" então após alguns minutos ela dormiu e eu fechei os olhos e caí num sono profundo e initerrupto como a anos não acontecia não sei o que aconteceu mas eu adorei ter uma noite de sono completa de novo logo de manhã ao acordar lembrei daquela visão tal vez tivesse sido um sonho, um sonho bem real devo confessar, mas um sonho, fiquei debatendo comigo mesmo durante horas quetionando a sanidade das coisas que vira aquela madrugada até que com uma relutancia enorme resolvi acreditar que aquilo fora um sonho.
No trabnalho as imagens daquela visão ou melhor daquele "sonho" me vinhão à memória como lampejos eu via aquela senhora na janela me chamando ,caramba coisa de louco, o dia foi bem conturbado cheio de problemas e aquelas visões!! o que poderia significar aquilo se é que tem algum significado essa pergunta me veio à cabeça um milhão de vezes.
Ao termino do dia quando cheguei em casa me sentí um pouco apreensivo a rotina já não era a mesma minha esposa fez pra janta uma lazanha de tirar o folego.
Foi bem legal e o melhor foi que aquela noite consegui dormir novamente a noite inteirinha, quando acordei de manhã me senti leve como a muito não me sentia e as lembranças da madrugada anterior estavam bem menos frequentes mas de algum modo eu sentia que isso mudaria logo logo ...

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